Algo que a comunidade mundial da inovação vem fazendo é tentar entender como será o mundo daqui para frente. E nada melhor do que acompanhar os pensamentos dos grandes Gurus sobre o futurismo.
Aproveito para deixar aqui o nome de todos que eu sigo. Além de terem suas contas no LinkedIn, é possível ler seus blogs já que publicam temas com frequência:
Peter Kronstrøm (Copenhagen Institute for Futures Studies), Amy Webb (Quantitative Futurist), Faith Popcorn (Faith Popcorn’s Brainreserve), Blake Morgan (The Customer of the future), Rohit Bhargava (Non obvius Company), Gerd Leonhard (The Futures Agency), e Luciana Bazanella e Vanessa Mathias (White Rabbit) . Todos são muito engajados e publicam muito conteúdo rico. O momento é deles. A criatividade está borbulhando.
Apenas compilei uma parte das tendências citadas por eles com algumas pitadas do que acredito que acontecerá. Assim, você pode começar a pensar como remodelar o mundo corporativo onde você está inserido. Algo em todos eles é comum: O mundo será bem diferente. Quase todos se referem ao fim da crise como sendo algo que leva o nome de o “novo normal”. Nada será como antes. Os mais respeitados gurus da inovação e da interpretação das novas relações humanas já começaram a dar suas previsões, e creio que boa parte delas façam muito sentido:
1. Deslugarização de tudo
Se acostume com essa palavrinha. Significa que tudo o que puder se tornar remoto, se tornará. Desta forma teremos empresas 100% virtuais. Esqueça o modelo tradicional de empresa onde pegamos um elevador, somos recebidos por uma recepcionista, andamos por um andar inteiro com diversas baias de pessoas trabalhando, tomamos um café em uma sala de reuniões e usamos o banheiro antes de ir embora. Tudo virará remoto. Para entender um pouco mais sobre essa tendência visite o site da White Rabbit, são fantásticos.
Não será necessário montar (e sustentar) uma estrutura gigantesca de custo fixo se podemos ter a mesma qualidade de contato de maneira virtual.
2. Estamos nos transformando em dados valiosos
Quanto custam os seus dados? Sua maneira de vestir, consumir, se endividar, se divertir, seu jeito de se livrar das coisas e até os seus sonhos. Estamos vivendo uma nova era conhecida por Determinismo Algorítmico. Ou seja, se minha empresa consegue prever, por análise dos seus dados, qual sua próxima compra, e me posiciono antecipadamente para lhe oferecer meu produto, passo a ter uma absoluta vantagem competitiva frente aos concorrentes. Hoje, milhares de dados coletados já representam parcela significativa do lucro das empresas.
Uma nova maneira de avaliar o valor de uma companhia será a quantidade de dados e interpretações que fazem.
3. Invasão de Start-ups
Com o Covid-19 há uma previsão de que o mundo possa chegar a 200 milhões de desempregados. Se apenas 1% desta capacidade produtiva migrar para o mundo do empreendedorismo, teremos 2 milhões de novas startups como resultado da pandemia. Isso significa uma verdadeira revolução na competitividade com as grandes empresas. Com a estadia forçada de pessoas em casa, diversos setores viram crescer seu faturamento, mas se tornaram verdadeiros oceanos vermelhos (Serviços de Logística, supermercados, Laboratórios farmacêuticos, Saúde e Limpeza).
Start-ups que se dedicarem a criar alternativas aos setores que mais sofreram durante a crise tendem a crescer rapidamente (Shopping centers, Esportes, Shows, Cinema e Teatro, Lojas de Ruas e Atacadistas)
4. A era dos Especialistas
Nunca tivemos que confiar tanto em profissionais especialistas como agora. Fomos tomados por um tema que dificilmente conseguíamos opinar com propriedade: saúde pública. O mundo preferiu seguir as orientações da OMS e a maioria de seus Ministérios de Saúde do que dar ouvidos à generalistas palpiteiros de plantão. Essa tendência abrirá espaço para que pessoas que decidam se aprofundar em um determinado tema se destaquem.
Viveremos uma época onde relações de confiança estarão fundamentadas em Gurus que conhecem com propriedade aquilo que falam, e não apenas pessoas que criam nexos entre um assunto e outro. A era do nexialismo acabou.
5. Indicadores virarão regra do jogo
Estatísticos, uni-vos! A pandemia trouxe à tona uma incrível valorização dos indicadores. Isso abrirá um forte precedente para que a tomada de decisão nas empresas seja cada vez mais embasada. Estamos ouvindo falar de percentual de doentes, mortos, recuperados e previsões sobre capacidade de leitos, respiradores e o quanto o sistema de saúde está ocupado nos países. As empresas estão tendo uma aula sobre a importância de tomar decisões baseando-se em indicadores de produtividade.
Profissionais que dominam a interpretação de dados e análise de cenários tendem a se destacar.
Sempre que acontecimentos assim surgem e temos uma enxurrada de previsões, gosto de guardar artigos de internet que fazem suas previsões e analisá-los depois de um tempo. Será que acertaram? Confesso que tive a sorte de ler muitas previsões corretas em minha vida. E você? Acredita que essas previsões se tornarão realidade?
No Podcast Caos Corporativo desta semana falamos sobre “O Novo Normal” e como as empresas e profissionais podem surfar em uma onda de inovação sem precedentes. Creio que tenha sido o nosso melhor episódio até agora! Você pode acessá-lo pelo Spotify ou Google Podcasts. Lá estamos dando outras previsões. Algumas nossas, outras de Gurus. Vale a pena ouvir e guardar, para ver se elas acontecerão, daqui há alguns anos…
Alberto Roitman, é uma alma livre, autor do livro: Você é o que Você Entrega! e A Última Chance.
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