
Se estudarmos os principais acontecimentos históricos, veremos que diversos líderes se tornaram inspiradores pela forma como navegaram nos momentos de dificuldade e incerteza pelos quais suas empresas passaram. Funcionários de empresas que passam por crises desejam apenas 3 comportamentos de seus líderes:
Que demostrem empatia, sinalizem que estão atentos e preocupados com o sofrimento das pessoas e estão tomando medidas para apoiar seus liderados.
Conhecer estas inseguranças e transformá-las em comportamentos observáveis, ajuda a formar os líderes que as empresas mais precisam neste mundo BANI.
Ao contrário de muitas organizações onde os líderes de média gerência aguardam que seus gestores superiores digam o que precisa ser feito, é muito comum que surjam profissionais corajosos que, inclusive, dizem para seus próprios diretores o caminho a ser seguido, até porque os primeiros níveis de liderança estão mais perto da temperatura e efervescência do mercado do que os que estão no topo da pirâmide.
A coragem para se insurgir e adotar o protagonismo corporativo não pode ficar adormecida pelo medo de errar. Mas ainda assim é o melhor termômetro para que Darwin nos dissesse que o mundo corporativo também vive uma seleção natural. São os mais adaptáveis ao meio que sobrevivem.
E no mundo corporativo, os mais adaptáveis não são os apáticos, silenciosos ou invisíveis.
Nem toda crise exige que um líder tenha habilidades técnicas (hardskill), física (para não entrar em burnout), social e emocional extraordinárias. Mas é fundamental que o gestor de pessoas tenha uma grande capacidade de processar informações (já que vivemos a era da infoxicação), tome decisões complexas (muitas vezes com dados baseados em informações incompletas e imperfeitas) e saiba muito bem influenciar seus stakeholders (comunicando-se de forma transparente, oportuna e com “otimismo limitado”).
Uma clara demonstração de bons líderes formados pela crise é a forma como reagem ao meio. Nossos colaboradores tendem a falar sobre a queda nas vendas, as demissões, o corte do orçamento e de um cenário pior que está se desenhando. Alguns líderes se permitem intoxicar com esta visão, e se esquecem que tem uma posição de liderança.
Líderes inspiradores reúnem imediatamente seus times, pedem ideias para ampliar o resultado e tornar os processos mais fluidos. Discutem a reinvenção dos processos, propõe a revisão de políticas, chamam clientes para a discussão e até, se for preciso, reinventam o negócio.
Abandonam os Comitês de Crise e criam os Comitês de Pujança.
Comitês de Crise discutem a crise. Comitês de Pujança discutem como crescer. A reação de um líder incrível nunca será defensiva em uma crise, mas sim de ataque. É no momento de vulnerabilidade que os seres humanos incríveis brilham.
Ao contrário do que muitos pseudo líderes pregam, decisões difíceis não servem para preservar o business, mas sim o engajamento das pessoas. Pessoas engajadas superam as crises. Líderes inspiradores criam pessoas engajadas. Observe quem está na base na pirâmide e está engajado. Avalie a possibilidade de substituir os líderes “mornos” pelos funcionários que estão lutando na arena, mesmo com tantas desculpas disponíveis na prateleira.
Os guerreiros e guerreiras que estão lutando são os verdadeiros líderes da companhia. Dê a eles o posto de direito. Agora é a hora é de se livrar dos maus líderes e empossar os verdadeiros profissionais que estão comprados com a ideologia e o propósito da organização.
Alberto Roitman é Chief Chaotic Officer na Escola do Caos. Podcaster no Caos Corporativo e autor dos livros Você é o que você entrega! e A última chance!
Fonte: Linkedin
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