
Essa capacidade não só pode ser desenvolvida, como também usada e aplicada em tudo na vida.
Você já machucou ou saiu magoado de uma conversa?
Se você respondeu que sim, tudo bem. Que bom! Isto faz de você um ser humano. Somos imperfeitos, e gerenciar emoções, expectativas das pessoas e as nossas não é algo simples.
A boa notícia é que o mais importante vem depois desta conversa. O que separa quem tem, de fato, a famosa inteligência emocional é a humildade, percepção e o autoconhecimento de entender o que aconteceu em um diálogo e como irá contornar para resolver o conflito, sem perder o relacionamento, seja profissional ou pessoal.
Já sabemos que a inteligência emocional é, basicamente, a capacidade de identificar e lidar com as emoções e sentimentos, nossos e de outros indivíduos. Isso nos permite gerenciar melhor os sentimentos e o que faremos com e apesar deles.
A melhor parte é que a inteligência emocional não só pode ser desenvolvida, como também usada e aplicada em tudo na vida. Não se restringe ao mundo corporativo.
Quando nos desentendemos com alguém, o caminho mais natural e quase instantâneo é o de nos afastarmos rápido da pessoa. Só que nem sempre é a melhor estratégia, ou nem sempre possível, pois pode ser um colega de trabalho, um irmão ou até a sua esposa. Por isso, não é sobre nunca ter conflitos ou sobre ser impecável em todas as conversas. É sobre reconhecer as suas emoções, as suas ações, ter traquejo para conversar e dar limites, quando necessário.
Em relação à educação, é comum que pais e mães cuidadosos queiram colocar o filho em variadas atividades extracurriculares, de idiomas à aritmética mental, mas e as habilidades emocionais?
Já percebeu que são raros os que dão atenção a estes aspectos durante o desenvolvimento? A maioria acredita que estes processos se desenvolvem automaticamente na mente da criança sem nenhuma ajuda externa.
Para que as crianças sejam capazes de enfrentar os problemas e se saiam bem na vida com resiliência e inteligência emocional, é preciso que estas competências comecem a ser desenvolvidas já em casa.
As que desenvolverem desde cedo, tendem a ser adultos menos agressivos, mais flexíveis, sociáveis e encontram mais soluções para os desafios que a vida coloca.
Para fazer isso na prática, é preciso reconhecer, sem ignorar ou repreender as emoções, nossas e das crianças. Os pais precisam ajudar seus filhos a identificar suas próprias emoções e impor limites, quando necessário. O exemplo cotidiano é a melhor via, já que tendem a reproduzir tudo o que ouvem e veem.
Não existe fórmula única ou receita de bolo para isso. O importante é observar, percebendo o seu filho ou filha. Na sequência, tratando-se de educação, agir com empatia assertiva é o mais indicado.
O grande desafio é como os pais podem controlar as emoções nestas conversas, em meio ao dia a dia corrido e, sobretudo, quando estão estressados. Sei que é uma equação difícil, mas com autoconhecimento, diálogo e humildade de que nem sempre sabemos tudo, é possível alcançar bons resultados.
Shana Wajntraub, psicóloga com MBA em Gestão de Pessoas pela Universidade Federal Fluminense.
Fonte: administradores.com
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