Uma vez ouvimos que o mundo tem apenas 1% de má fé! Um por cento é pouca coisa, concorda? Mas podemos dizer que, quando a má fé surge ao seu lado, além de fazer um barulho enorme, ela te força a acreditar que a humanidade está perdida. Sim, a tendência é passar a desacreditar nos outros 99%. A má fé desafia seus mais elevados sentimentos de benevolência, empatia e crença no ser humano.

Até onde a ambição do ser humano pode chegar para conquistar seus mais absurdos anseios de poder?

A má fé pode ser de apenas um por cento, mas quando nos deparamos com ela, temos duas alternativas. Sofremos calados, com vergonha alheia da pessoa desprovida de honestidade que cruzou nosso caminho, ou mostramos ao mundo onde ela mora, com seu nome, RG, CPF e principalmente os seus mal feitos perante todos que dela se aproximam. Qual destas duas alternativas seria a forma mais eficaz de preservar a confiança nos outros 99% da humanidade e ainda, alertar os de boa fé, acerca do mal que insiste em prosperar sorridente, elegante, aparentemente sólido e equilibrado?

Vamos mostrar ao mundo onde a raposa mora, seu nome, RG, CPF e principalmente os seus mal feitos perante todos que dela se aproximam.

Não há mais espaço para mau caráteres neste mundo. Não há mais espaço para pessoas que enganam os outros, que até já usaram óculos sem grau para parecerem mais confiáveis, que se vestem de forma impecável, mas que por dentro são grosseiras, deselegantes, torpes. Não há mais espaço para o lenço de seda fora de moda, a gravata borboleta ridícula, o terno de milhares de reais, os finos jantares oferecidos nos restaurantes mais caros com uma farsa de conteúdos desnecessários, fúteis, propositalmente rebuscados e complicados, para dificultar o entendimento e criar distanciamento intelectual.

Não há mais espaço para as festas juninas gourmet, onde, em vez de se divertirem, as pessoas ficam tensas por saberem estar sendo vigiadas e avaliadas o tempo todo, ou mesmo para obras de arte expostas, não por bom gosto ou com o objetivo das pessoas sentirem-se bem. Ou mesmo de provocar o pensamento crítico, reais objetivos da arte, mas por exibicionismo e uso como artefato de cultura para demonstração de poder e convencimento dos menos atentos ao teatro criado.

O mundo precisa de muito mais borboletas do que búfalos.

Sim, borboletas que surgem da transformação mais sublime do estado de larva para as formas e cores diversas e livres como o mundo, inclusive o corporativo, deve ser. Que sejam livres também os pobres búfalos, já cansados de serem caçados e usados como imagem de poder, virilidade e força. Que possam ser apenas seres vivos, em busca de sobrevivência.

Talvez você já tenha se deparado com uma Raposa no mundo corporativo. Devido ao seu método de caça, as raposas são conhecidas pela sua astúcia e esperteza. Animal bonito e de natureza solitária, a raposa resume a ambiguidade da própria natureza humana. Bonita mas traiçoeira.

Não é à toa que pessoas que demonstram comportamentos desleais e obtusos são metaforicamente chamadas de “raposas”.

Apesar de serem elegantes e parecer sempre estarem seguras de si, as raposas corporativas não tem alma. Só querem roubar, acumular, se apropriar, por não terem talento para criar seu próprio caminho e sustento. Seu andar, sua forma de se expressar sempre onipotente, geram a sensação de que tudo está bem para ela, mas o caçador é mais esperto. A raposa tem vida curta, coitada. Principalmente quando se descobre suas estratégias, sempre tão óbvias e repetitivas, e que sempre deixam pegadas. No fundo, sua esperteza não é tão grande assim. Suas vítimas se juntam, reúnem provas, fazem o mundo da raposa ficar por um fio.

Basta apertar um botão e a raposa perde seu ilusório reinado.

A cafeteira francesa, o Dali na parede, a macieira no jardim, o diploma de Stanford… tudo isso é necessário para suprir a baixa autoestima, e esconder a pouca humanidade ou mesmo, a ausência da ética e honestidade. É como alguém que precisa ostentar um carro de luxo, extremamente caro, para alimentar seu próprio ego. É necessário que o prefácio do livro seja escrito por um marechal para ofuscar a baixa patente de suas ideias. É preciso uma casa linda e uma decoração sofisticada para que a fundação corroída de mentiras e desvios não fique à mostra. É preciso um título de nobreza, ao lado de seu nome, pois seu nome, por si só, é vão. Tudo é maquiagem. Nada é original. Nem a conta bancária, nem a ética, nem os amigos, nem a própria vida. É tudo farsa. É tudo mentira. Um sopro e tudo se esvai.

Basta alguém perder a paciência e abrir a cortina de veludo do palco de encenações, para que a verdade apareça.

Ao longo de nossas vidas conhecemos alguns Midas. O Midas é também um adjetivo de louvor. Tudo o que toca se transforma em ouro. Mas também encontramos o SADIM, que nada mais é do que o Midas ao contrário, que tudo o que toca, bem, você já sabe o que vira… O Sadim tem uma incrível capacidade de destruir tudo. Por onde passa, deixa um rastro de tristeza, destruição. Deixa o brilho das pessoas se apagar. Diz saber o caminho, mas não sabe. É triste. Vive nú. Com medo. Coloca câmeras por todos os lados. É paranoico.

A raposa tem mania de perseguição. Grava tudo e todos. Precisa de informantes, pois não admitiria qualquer comentário que contrariasse o circo ilusório que foi capaz de construir. Pede assinaturas em contratos leoninos mas não entrega cópias aos signatários. Há sempre uma cláusula que o protege e que prejudica o outro. Está sempre com um segurança por perto, os portões precisam ser blindados. A guarita, antibombas. Tem medo de ser visto, de ser descoberto, e até mesmo das vinganças que sabe merecer. É uma alma inquieta, por ser culpada.

Sabe que a qualquer momento pode ser desmascarada. E sabe que vai. Já foi. Já era.

Diz nos bastidores que seus mentores não passam de velhos caducossua fiel escudeira é júnior, que seu escriba é surdo e bobo, que seu caixa forte é cego e covarde. É um defensor da pluralidade no discurso conveniente e politicamente correto, mas faz chacota (para não dizer que odeia) os gays, os tatuados, os negros. A diversidade é até permitida, oportunamente, mas ao se afastar, perfuma a sala, pulveriza sua pele. 

Sobre as cercas? Elas só precisam existir se houver necessidade de delimitar onde o espaço de um acaba e onde começa o do outro. No entanto, cercas são apenas necessárias em ambientes nos quais vizinhos não tem consciência ou não tem caráter, pois quando existe confiança não é preciso limitações. No fundo, a raposa é um animal tristeAo enganar alguém, a raposa precisa assumir as consequências. Assim como os diplomas internacionais, elas farão parte do seu currículo e da sua história.

A raposa é, na verdade, uma criança defecada, com as calças arriadas, esperando alguém limpá-la.  


Alberto Roitman / Amanda Costa / Anderson Bars, são três almas livres! Já passaram pelo estado de larvas, saíram do casulo e agora são borboletas, alçando voos coloridos e criativos rumo ao que o mundo reserva para quem tem, muito mais do que competências e habilidades, um bom coração.


Fonte: Linkedin


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